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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sotaques

            Alguns sabem, mesmo os que só me conhecem pelos escritos deste blog, que nasci no estado do Rio de Janeiro, e moro em Natal, Rio Grande do Norte, há sete anos, a serem completados em janeiro de 2011. E, pelo fato de ser de outro estado, com outra cultura, muitos, na época em que cheguei a Natal, ficaram mangando do meu sotaque, que eu falava chiando e tudo mais. Conseguinte a isso, eu também zoava o sotaque deles... dizia que falavam arrastado, que usavam muitas gírias estranhas e tudo mais.
            Mas – com a permissão desta conjunção já no início do parágrafo – a vida é uma roda-gigante, e, ao passo que o moinho rodava, meu coração e meu sotaque foram se adaptando ao RN. Fui cada vez mais me apaixonando por Natal e mais todos aqueles clichês que os de fora usam quando vão morar em Natal.      
            E, nesses dias, em viagem ao Rio de Janeiro – uma breve visita à família –, surpreendi minha mãe, que até dois anos morava e Natal, com meu sotaque arrastado. Até um primo meu, Rafael, que morava há menos de um ano na Cidade do Sol, ficou mangando do meu arrastar no falar. Entretanto, isso não é o pior!... Não esquento que tirem onda com a miscigenação do meu linguajar – defendo mesmo minha identidade bricolada!... O fato é que, muito acostumado com Natal, sinto dores nos ouvidos ao ver os fluminenses falando – mesmo os meus irmãos. Percebo, agora, o quanto eu incomodava e causava estranhamento nas pessoas ao meu redor, visse? 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Quem tem dinheiro come, quem não tem voa na Gol

A gente, de vez em quando, precisa viajar, sobretudo quem tem parentes fora do Rio Grande do Norte, como é o meu caso... Meus pais e irmãos moram em Niterói-RJ, e, para não passar três dias dentro de um ônibus sacolejante, tenho que, claro, fazer um esforço maior para comprar passagens aéreas. Geralmente, compro com antecedência, já que é mais barato, haja vista que temos que viajar na alta temporada, junto com os turistas, pois trabalhamos, não temos o luxo de escolher a data da viagem...
Das empresas aéreas, a mais barata, pelo menos que eu tenho conhecimento, é a Gol... As passagens custam entre quatrocentos e cinquenta e setecentos reais, e, parcelando em suaves prestações, tenho conseguido ver meus entes queridos de dois em dois anos, o que acho muito pouco, por sinal... Nesta viagem, minhas perspectivas eram melhores. Consegui, a preços acessíveis, comprar passagens sem escalas e conexões. Entretanto, uma coisa nesta viagem não me agradou muito, não mesmo.
Não foi nem o atraso de uma hora, ou o grande tempo de espera da aeronave encontrar o canto certo para o desembarque no Galeão. E já que imagens valem mais que mil palavras, posto para vocês, como incentivo a levarem o próprio lanche nos vôos da Gol, as fotos do que eu, minha esposa e outros vários passageiros que desembolsaram mais de seiscentos e cinquenta reais para ir de Natal até o Rio de Janeiro comeram... julguem o quanto a Gol gastou para satisfazer a fome das quatro da manhã, lembrando do atraso.








sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Vinho. Beba que é bom!...

Interessante como a mídia atua em nossas vidas, seja no presente de natal que estamos comprando, ou mesmo nos nossos hábitos.
Há poucas semanas, no Globo Repórter, assisti uma reportagem que apontava os maravilhosos efeitos da ração humana – mistura de cevada, linhaça, e outras farinhas –, sobretudo na questão da perda de peso e tudo mais... esta mesma farinha, essa semana, em algum jornal eletrônico que não me lembro qual foi (e estou com muita preguiça para procurar) foi apontada como um sucesso. Na semana passada, se não me engano, este mesmo programa passou uma reportagem sobre a obesidade nos EUA ou algo do gênero... Hoje, exatamente agora, quem estiver lendo pode ligar a TV e ver pra crer, o Globo Repórter mostra uma trabalhada reportagem sobre o vinho... sim o vinho.
            Eles estão dizendo que beber regularmente vinho faz bem... faz bem para o coração, para a pele, para o vigor, para emagrecer... Ora, quem disse que ser gordo é doença? Tomando as dores da minha classe, me proponho neste texto a questionar o lugar dos quilinhos a mais na sociedade... sim na SOCIEDADE, não na barriga...
            Com mais esta reportagem, a Rede Globo reafirma o modelo de beleza vigente na sociedade... e incentiva, com moderação – ou modalização – o consumo de bebida alcoólica. Não que eu tenha algo contra, de vez em quando também me arrisco num cálice de vinho, ou numa vodkazinha leve... mas daí a beber todos os dias, em todas as refeições?...
            Não sei até que ponto a ciência incentiva isso, aliás, agora, buscarei outras visões sobre o consumo do vinho, que, segundo vejo agora, é uma maravilha... invenção divina para o bem da saúde e da beleza dos homens e mulheres. Reafirmo que não tenho nada contra o vinho. O próprio Jesus fez vinho, um dos Seus milagres, e, dizem as escrituras sagradas, foi um vinho maravilhoso etc., mas não me lembro de ter lido que Ele bebia vinho várias vezes ao dia, ou todos os dias...
            Enfim... se o vinho for bom, tomemos então... se não, continuemos bebendo de vez em quando, mas acho que um consumo frequente de uma bebida alcoólica – sobretudo numa sociedade ainda carente de esclarecimentos como a nossa – não é uma coisa que deveria ser incentivada pela mídia, muito menos pela ciência... 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Após o Sono de Dez Anos - Apresentação

Poucos sabem, mas há algum tempo eu terminei um romance, que, agora, envio a algumas editoras para análises que podem durar até um ano, e sem certeza de uma aceitação.
Assim, posto a apresentação que mando junto com os originais, para que vocês, amigos leitores, possam conhecer um pouco desta obra que, acreditem, deu muito trabalho para ser feita, e que foi feita para vocês.

Obrigado!






Após o Sono de Dez Anos
Rodrigo Slama

Apresentação

Em primeira pessoa, um jovem, depois de ter sofrido um acidente que o mantém em coma por exatos dez anos, narra a história de sua vida. Ao acordar no futuro, no ano de 2020, ele se surpreende com o rumo que o mundo, seu país e sua própria vida tomaram. Ele, de um simples operário, se torna o maior acionista de umas das maiores empresas do planeta. Agora que é rico, decide viajar pelo Brasil e pelo mundo. Além de fazer turismo e ajeitar sua vida, com o dinheiro ele resolve contribuir para acabar com a fome investindo em projetos de erradicação desse mal, entretanto, algo dá errado e de salvador ele se torna um destruidor de vidas, e, inconscientemente, destrói a coisa mais sagrada de tem: a própria família. O livro é mais que a busca pelo conserto do mundo, é uma busca pelo conserto do pensamento dos homens sobre o mundo. O personagem principal, sem nome, é a representação de todo ser humano bom que acaba se corrompendo pelo desejo de poder.