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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Um Blues de solidão




Passos secos que ninguém nunca viu,
Flores murcham, elas não veem o sol.
No extremo da impotência o chão partiu,
No teto as aranhas não estão sós.

No relógio sempre a mesma hora,
As fotografias velhas choram.
Os velhos lustres, cinzeiros e pias
Não sabem mais para que viver.

São fantasmas que habitam a mente dos fracos causando a dor
Dia e noite
Sempre em frente de um passado negro
E às vezes bordô

No corrimão há roupas sujas
Dos jardins, as plantas não crescem mais
Os olhos já se acostumaram com as sombras
E sobre a mesa só antigos jornais...

Janelas escondem a paisagem
De um mundo novo um lugar melhor
A arrogância não deixa passagem
E nos tapetes continua o pó

São fantasmas que habitam a mente dos fracos causando a dor
Dia e noite,
Sempre em frente de um passado negro
E às vezes bordô


em 2009

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