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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Que acabava de voltar


Era menos de meia noite, mas ainda chovia. As folhas mortas através da neblina encurtavam o caminho dos vinham do mar, que, seguindo as lanternas, buscavam chegar pela margem do rio onde o sol nasce sem precisar de permissão.
E aquele que grita veio correndo, correndo de flecha em punho, correndo pra saudar a noite, voando com pressa de ver o lume.
Depois dele, chegou o velhinho, com sua bengala mais que usada cantando baixinho para acalmar as ondas. “E chega de chuva, minha mãe, e chega de chuva, sinhá”. E a chuva foi cessando e todos se reuniram naquele lugar.
Então veio o menino através das ondas do mar, ele vinha pulando pelas espumas e cantava a canção da estrelinha sem parar.
Era meia noite, e já não chovia. O soldado já estava ali para proteger todos os reunidos, com seu chapéu alinhado e sem piscar.
E depois vieram os vaqueiros, depois todos os outros guerreiros, e juntos juraram lutar e guiar o homem que acabava de voltar.

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