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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Em nome da dor da pele




O que fiz pra merecer esta dor?
Não desejo mal a quase ninguém,
Não tenho me esquecido das minhas promessas,
Nem tenho deixado de agradecer dia após dia...

Não sei de onde vem esse castigo!
Tanta coisa boa acontecendo,
E vem justamente a mesma dor?
A mesma dor que há um ano me tirava a vontade de caminhar...

Gostava mais de sofrer por amor na juventude,
Mas sofrer na pele, literalmente, não é nada parecido.

Uma vez... quando eu nem sabia quem eu era,
Pensei em tirar vida pela dor do amor... besteira, não?

E, com esse sono quase incontrolável,
que nem me permitirá revisar este poema,
Eu fecho minha noite modesta,
Com dor na pele,
Dor na alma,
Alguma dor na consciência,
Mas nenhuma dor no coração (ainda)...

Tudo bem que sinto, às vezes, coisas muito diferentes,
Mas essa dor que vai e volta, de certa forma,
E talvez por um tom masoquista que eu tenha herdado sabe se lá de onde,
Não é tão ruim quando a dor de uma ferida na pele...

Sou fraco...
FRACO!
Prefiro sofrer da cabeça,
Do coração,
Da alma,
Mas não da pele...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vácuo



Se meus olhos fecham,
Não posso mais seguir.
Se meus olhos fecham,
Não posso mais voltar.
Se meus olhos fecham,
Não consigo enxergar a beleza,
A tristeza, a certeza,
A vontade de correr, de chorar...

Se meus olhos fecham,
Eu fico mundo.
Se meus olhos fecham,
Eu não piso o frio chão,
Eu não me calo gritando de dor,
Pensando no dia, no sol,
No caminho que eu devo ir...

Se meus olhos fecham,
Não posso mais voltar.
Se meus olhos fecham,
Não posso mais seguir.
Se meus olhos fecham,
O vazio me consome,
E eu paro... no vácuo.