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domingo, 3 de abril de 2011

Carro de boi




Atendi ao chamado da buzina do carro de boi.
Saí do seu caminho, libertei a passagem para a fazenda de terra fértil.
Sentindo, então, como se fosse uma torneira,
Que derramava uma água incomum.
Um líquido nem tanto viscoso, e tampouco vermelho.
Não entendi o porquê daquilo tudo.

Minha camisa prendeu numa cerca de vidro
Não me cortei, mas senti que uma nova feriada se formava.
Nas mãos eu tinha olhos de águia;
Nos cabelos um perfume de cereja bom de sentir.
Meus pés, que estavam descalços, se vestiram com uma pluma de ouro.
A fome que eu sentia acabou, mas na havia pão em minha boca.

O que via não se dava para enxergar.
Desci depressa um precipício, mas não havia corpos lá.
Assim sendo, segui meu caminho logo atrás dos rastros dos bois.
Fiquei pensando, desta vez com pedrinhas que feriam meus pés.
Nos braços, eu não tinha mais maçãs
E o silêncio que doía deu lugar ao canto dos pássaros.

4 comentários:

M.Tindo disse...

Li duas vezes, mas não entendi.
Eu tenho défice cognitivo ou é obscuro mesmo?

Rodrigo Slama disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Basilina disse...
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Rodrigo Slama disse...
Este comentário foi removido pelo autor.