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domingo, 25 de julho de 2010

Coração de Tinta - Resenha do Livro

Coração de Tinta (Cornelia Funke) – Resenha do Livro


Gwin, personagem de Coração de Tinta, de Cornelia Funke

            O sonho de todo grande leitor, principalmente dos livros de fantasia, é que os elementos de estimado valor, os seres fantásticos, fossem reais, mesmo que fosse o maior dos vampiros, mesmo que fosse Voldemort ou Sauron... tudo para ter um pouco de magia no nosso mundo real e sem graça.
            Mo, protagonista de Coração de Tinta, primeiro livro da trilogia Mundo de Tinta, de Cornelia Funke, alemã, escritora e ilustradora de livros de fantasia, tem um dom raro e nobre: tudo que lê cria vida, as palavras de tinta saem do livro em forma de seres de carne e osso e objetos de sólida matéria, como a madeira e o ouro, cobiçado no nosso mundo e nos vários mundos mágicos e ficcionais existentes entre as capas dos livros.
            Há muito tempo, durante uma leitura em voz alta para a esposa, Tereza, Mo, liberta do livro Coração de Tinta – eis o motivo do título – o vilão Capricórnio, Basta e Dedo Empoeirado, e nisso transporta Tereza para dentro do mundo de tinta. E, assim, o mundo real passa a ser habitado por seres de um mundo fantástico, seres bons e, principalmente ruins que, devido à maldade de Capricórnio, tentam de tudo para trazer o mais perigoso e malvado dos seres do mundo mágico de Coração de Tinta.
            A história começa, de fato, com a visita de um estranho à porta de Mo. Maggie se assusta, mas o estranho se revela um velho conhecido de seu pai. Dedo Empoeirado traz consigo informações que causarão uma reviravolta na pacata vida de pai e filha, que seguirão com o visitante numa aventura sem precedentes, onde a presença da magia é uma realidade e os livros, lidos pela voz de Mo, se tornam inesgotável fonte de surpresas boas e más, é claro.
            Com uma narrativa extensa, mas envolvente, Coração de Tinta atrai mais pelo enredo do que pela linguagem, entretanto conta com ilustrações magníficas e a mais perfeita seleção de epígrafes – sim, todo capítulo inicia-se com trechos de autores consagrados como Tolkien, C.S. Lewis e James Barrie – que se poderia ter. Assim, Coração de Tinta se torna uma boa pedida para quem gosta de intertextualidades, fantasia e, é claro, uma boa saga.


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