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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Resumo Galado de O Hobbit, de J.R.R Tolkien

O Hobbit foi escrito por João Roberto Rodrigues Tolkien, enquanto bêbado – já que na Dinamarca, país de origem, é muito comum o consumo de Saquê – e narra a saga de um pequeno individuozinho, um Hobbit (o que mais seria?), que mora numa toca cavada no chão do quintal do mago Gandalf.
Bilbo Bolseiro, um fazedor de bolsa, – o tal Hobbit protagonista – era doido pra ter dinheiro, já que, como dito, morava de favor. E se ele saísse com os sete anões da Branca de Neve, ganharia uma pequena parte do tesouro, constituído basicamente de jóias banhadas em ouro e diamante derretido.
Os anões e Bilbo enfrentaram vários perigos, foram obrigados a dançar can-can para os orcs nas Montanhas Sombrias, tiveram que secar as peles do Troca-peles, que era um vilão que morava próximo a floresta. E na Floresta das Sombras, vigiada dia e noite por Voldemort, os viajantes se banharam na fonte do sono e dormiram depois de comer o resto da maça que os anões trouxeram da Branca de Neve.
Elfos malvados aprisionaram os andarilhos num decorrer da história. Eles tiveram que limpar os banheiros com as escovas de dente, tiveram que dormir sem comer, e ler trechos de Hamlet dia e noite. Eles escaparam graças a Bilbo, que colocou os anões na bolsa de um canguru que os deixou no pé da montanha solitária, onde vivia Smaug, um dragão homossexual que gostava de namorar com pôneis à luz do luar, mas tinha um romance secreto com Bard, um descendente de um reizinho da região.
Quando o dragão viu Bilbo se apaixonou imediatamente, e com ciúmes Bard matou a bicha alada com uma flechada certeira no coração. Todos da cidade ficaram com medo dos estragos que o dragão faria, porém ele virou purpurina quando morreu e encheu o horizonte de brilho vermelho dourado.
Tudo parecia resolvido quando Bard e o rei élfico reclamaram parte do ouro, e uma guerra se formou. Entretanto, orcs quiseram de volta seus dançarinos, e tinham o plano de montar um bordel, inclusive com sede em Moria, e atacaram junto com os wargs, seus vira-latas de montaria. Com isso, elfos, anões, humanos, wargs e orcs travaram a famosa guerra das cinco raças, que na verdade eram seis, já que rolinhas do oeste vieram ajudar em troco de uma noite de amor com Gandalf, que passou maior parte da história num motel com Saruman, onde brigaram e acabaram virando inimigos (essa história aparece no Senhor dos Anéis).
No fim das contas, os orcs e wargs foram vencidos e o ouro falso foi dividido entre os vencedores, e Bilbo, finalmente, pode comprar o Condado e deixar de morar no quintal do Mago Cinzento, que passou o caminho todo de volta pela extremidade das terras ermas cantando o pobre Hobbit que recusou todas as investidas do Mago.

            Mais informações no resumo de O Senhor dos Anéis, em breve neste blog.


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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dedos

Mais de que dedos longos,
Eram longos dedos que me cobriam de arrepio.
A flor da pela, pela pele, como a pele...
Nossos pelos, seus dedos... Mais que cedo.
E tudo agora é vermelho,
E aflora cada vez mais o fim do desejo
Consumido mais que inteiro.
E na mente agora só a lembrança...
Pois no corpo é passageiro.

sábado, 3 de abril de 2010

Cena Forte

Peguei-a de surpresa
Fui logo torcendo seu pescoço...
Ela se debatia.
Ah! Ela se debatia como eu nunca tinha visto antes.
Quase pelada,
Ela gritava como louca,
Gritava como se fosse o último grito de sua existência...
Levei-a para as águas quentes
Já com o tempero Amor.

Ela estava fervendo,
Via aquela pele clara ficando corada,
Aquelas coxonas,
Os peitos fartos...
A cada momento eu me animava mais
Esperava o momento auge.

O ritual foi se desenrolando...
Peguei frutas,
Creme de leite...
Esperei pacientemente o momento certo
E enfim...
Comi a galinha!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Carta de Alexandre Nardoni à Isabella

Querida filha, como você está aí no céu? Digo céu porque ouvi dizer que crianças, mesmo as travessas, têm espaço garantido na morada de Deus por terem o coração puro. Mas estando onde estiver eu espero que esteja bem e tenha entendido o motivo que me fez ceifar sua vida, sua curta vida.
Você sabe que no fundo eu não queria te jogar pela janela, mas você também sabe que foi preciso. Quem mandou você nascer, afinal? Quem pediu pra você passar o fim de semana na minha companhia? Eu nem queria ter o trabalho de te buscar na casa da sua mãe, mas você insistiu em me ver, por quê? Parece que tinha tudo maquinado nessa sua cabeçinha de criança malvada.
Lembre-se que só te joguei do sexto andar do prédio por amor, pois pensava que Ana Carolina tinha te estrangulado e matado, e eu não queria ver a mãe dos meus amados filhos na cadeia. Você bem sabe, minha filha, que eles são tudo o que tenho, por este motivo julgo não ser preciso te pedir perdão, já que eu sei que você preferiria morrer do que ver seus amados irmãos sem a mãe.
O papai foi condenado a ficar preso por mais de trinta anos... muito tempo por ter jogado uma criança insignificante como você pela janela, concorda? Eu sei que você faria o mesmo no meu lugar, pois, como eu disse, a liberdade e a alegria da minha esposa dependiam disso, de acreditarem que alguém entrou em casa e te jogou sem motivos, e sei que o fato de eu ter te jogado no chão e ter te agredido antes de atirar seu corpo indefeso pela janela pode ter te causado alguma dor, mas dor maior sentiriam seus irmãos caçulas por ter que ver a mãe responder a um processo por maus tratos a uma menor, não é mesmo?
Infelizmente de nada adiantou termos fingido aquilo tudo, e de repente não ter te jogado poderia ter sido uma opção melhor para mim e para a Ana, pois disseram que você ainda estava viva, e eu juro que não sabia. Mesmo tendo contratado caros advogados sofistas e peritos vindos de fora, não conseguimos desmentir nossa culpa, que é obvia, mas não podemos contar a ninguém a verdade na esperança de um novo julgamento.
Estou te escrevendo então pra te comover, pois espero ouvir seus pedidos de perdão... você conseguiu o que no fundo sempre quis: ver seu pai afastado dos seus filhos mais queridos e de sua esposa amada, mas eu sei que isso foi sua mãe quem colocou na sua cabeça, e ela que se cuide, pois quando a poeira abaixar ela quem vai experimentar o passeio pela minha janela do sexto andar.
– Maldita camisinha que estourou!
De qualquer forma, recorreremos da sentença... apelaremos para que haja outro júri, e, se por ventura conseguirmos um bom abatimento da pena, já que a absolvição é impossível, eu sei, possa ser que eu venha a lhe perdoar pelo mal que você me fez, afinal sou seu pai e tenho que fazer esse esforço, não é mesmo? Mesmo que você só me tenha causado mal desde que nasceu.
Mais uma vez, espero que estejas bem. Envio essa carta como prova dos meus bons sentimentos para com você... no fim das contas quero provar ao diabo que fui um bom pai, um pai atencioso e afetuoso, na tentativa de conseguir um lugarzinho no fim da fila do purgatório para, quem sabe, me livrar do inferno... Se você conseguiu, talvez eu consiga.

Atenciosamente, Papai.