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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Consequência

Parecia meio dia. A luz do sol era bem forte, mas não queimava como no meio dia.
Quem diria? Hoje não é sexta, sábado ou domingo. Tenho andado entristecido, mas segunda-feira também não é.
Nesse meio tempo era o vazio... que corria... atrás do horizonte que aos meus olhos se perdeu. E eu?... Estava cansado de tudo, cansado da vida. Vivia escondido na sombra sombria, e a pouca, quase rara, luz que tinha de nada servia.
Abri o jornal que trazia na manchete mais verdades, confesso que havia um pouco de sensacionalismo, e o bucolismo impreciso me enojou.
Eu sofro de tristeza, de coisas... de abandono!... O destino vem me assassinando de mancinho, então me rendo... não há mais forças, apenas um sentimento de saudade, não de alguém de que já amei ou me satisfez, mas de mim mesmo.
Tinha o desejo de permanecer mudo por um instante, bebi do vinho, da cerveja e da cachaça que me dizia: – pobre és tu.
O mofo já consumia minha casa, os papeis... também as poucas fotografias que sobraram após os recortes. Dava passos pra lá e pra cá como quem tem carinho, conforto, seria?
Versos tristes, mas não mais que eu, me consolavam... não sei porquê. Vinham da vitrola do vizinho, corno assumido, japonês com filho negão. Versos tristes, língua estranha, não sei a causa, o motivo... o porquê. Foi aí que me bateu a vontade de escrever pela primeira vez.