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domingo, 18 de janeiro de 2009

Protetores da Guerra

Escutei.
Não me disseram, foi verdade.
A cidade está nas mãos de quem faz o mal.
Sei bem, pois convivemos com isso faz tempo.
Afastem de mim a sujeira!
Afastei de mim a palavra primeira.

Ouvimos tiros, e disparos não são legais.
Havia um misto de bravura que não me fez notar
A morte de justiças e a enganação.
Afastem de mim a dor triste,
Faça-me um manjar do melhor que existe!

Jurei lutar, mas desse jeito só quero partir.
Não! Não vou fechar os olhos que um dia me fizeram sorrir.
Eu sei que no destino a vida não se edifica,
Ficaremos bem
Basta dar cinqüenta reais à polícia.

O mundo anda perdido!...
Inocente é condenado previamente, toma um tiro.
Esqueçam! A verdade não existe assim!
E de repente quem te protege
É o mesmo que te faz cair.

Um comentário:

Não tenho nome .... tenho dedos que se identificam no teclado disse...

e, às vezes, esperamos desesperar e não deseseperamos ... porqu temos cinquenta reais no bolso. O desespero, nesta circunstãncia, é a espera pelo pedido silencioso de uma onça na mão do guarda, que a guarda, para si.